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CLUBE DE LEITURA "LER PARA TECER"

 

Prezados (as) Associados (as)

Iniciou-se no dia 26 de agosto, o primeiro encontro do Clube de Leitura "Ler para Tecer", mais um projeto da AEAMG ofertado aos seus associados.
"Um clube de leitura é um grupo de pessoas que leem o mesmo livro e se reúnem de tempos em tempos, para conversar sobre cada uma das obras lidas".
O primeiro livro que foi discutido pelos participantes foi "Quarenta Dias", de Maria Valéria Rezende.

Segundo a mediadora e também associada, Terezinha Pereira, os participantes estão muito motivados pela leitura e durante o encontro, partilharam suas experiências, trocaram opiniões, falaram de seus mais diversos sentimentos despertados pela leitura do livro.

Sobre Quarenta Dias 

 
“Quarenta Dias” é um romance que conta a história de Alice, uma mulher de cerca de 60 anos, viúva de um desaparecido político e professora de línguas que levava uma vida organizada em João Pessoa, Paraíba e se vê obrigada a abrir mão de tudo porque a filha, que morava Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, queria ter um filho e exigia a ajuda da mãe.
 
A primeira edição de Quarenta Dias saiu em 2014. Em, 2015 recebeu o prêmio Jabuti de “Melhor Romance” e Jabuti de “Livro do Ano de Ficção” 
 
Trechos:
  
“Veja só, Barbie, daqueles primeiros dias da minha quarentena parece que lembro cada detalhe do que vi, pensei, senti... estava me aventurando pelo desconhecido, tinha de estar alerta e atenta a tudo. Já não sou capaz de reproduzir assim, detalhadamente, em sequência quase exata, os caminhos que percorri depois que me soltei de uma vez, à deriva de corpo e alma. Esses já não eram propriamente caminhos, eram sucessivos buracos, frestas, rachaduras na superfície da cidade pelas quais eu ia passando de mundo em mundo, ou era vagar por mundo nenhum...” 
Maria Valéria Rezende. Quarenta dias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. p.102 
 
“Já enchi páginas e não achei o começo. Deixe de embromar, Alice, confesse que o broto desse espinheiro que cresceu dentro de você foi a revelação do egoísmo da sua filha.” 
Maria Valéria Rezende. Quarenta dias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. p.24 
 
“Eu nem percebi, naquele dia, quando saí de casa atrás de um quase imaginário, um vago Cícero Araújo, que estava, na verdade, correndo atrás de um coelho branco de olhos vermelhos, colete e relógio, que ia me levar pra um buraco, outro mundo. Também, que importância tinha? Acho que eu teria ido de qualquer jeito, só pra cair em algum mundo, sair daquele estado de suspensão da minha vida num entremundo, sem nem por um momento me perguntar como nem pra onde havia de voltar” 
 
Maria Valéria Rezende. Quarenta dias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. p.102

Comentários de leitores: 

“Como diz a frase : as alterações  do olhar alteram tudo. Foi muito interessante  ouvir o olhar de cada um para a leitura  do livro, enriquecendo muito a nossa leitura. Obrigado  à Terezinha pela condução e a todo o grupo pelas participações!”
 
“Tocante mesmo este parágrafo, doloroso de ler e perceber que é bem assim que, muitas vezes, enxergamos aqueles que vivem nas ruas: invisíveis… Fica tão banal que passa despercebido (pelo menos para mim)” 

“Eu marquei a última frase deste trecho no meu livro. Reflexão importante nesses tempos loucos...” 

“Também fiquei bastante incomodada os episódios de racismo ou mesmo xenofobia sofridos pela Alice, que muitas vezes ignoramos que exista.”
 
“Estou com dificuldade no vídeo! Estou no interior e não tá muito bom! Não terminei ainda mas estou gostando muito!  Uma linguagem simples, uma história envolvente, cheia de curiosidades, uma diversidade de personagens! Fiquei feliz de saber que ela vai voltar pra casa! Mas vou terminar de ler o livro! Estou adorando os comentários! Pelo menos os que consegui ouvir!”
 
“A princípio, pensei que o "poli" referia-se às duas línguas estrangeiras com as quais Alice trabalhara, uma professora polivalente. Mas as frases acima lembram a personagem Poliana, de muito sucesso, que praticava o jogo do contente, do otimismo. Era uma coleção muito lida: Poliana Moça, Poliana...” 
 
Maria Valéria Rezende, escritora e tradutora,  nasceu em 1942, na cidade de Santos (SP), onde viveu até aos 18 anos. Desde 1976 que vive na Paraíba, tendo já recebido o título de cidadã paraibana. Formada em Língua e Literatura Francesa, Pedagogia e mestre em Sociologia, dedicou-se, desde os anos 1960, à Educação Popular, em diferentes regiões do Brasil e no exterior, tendo trabalhado em todos os continentes. Tem diversos livros publicados de poesia, literatura infantojuvenil, contos e romances. O seu romance “O voo da guará vermelha” (Ed. Objetiva, 2005) foi publicado em Portugal, França e teve duas edições em Espanha (espanhol e catalão). Participa em várias coletâneas no Brasil, Argentina, Itália, França, Estados Unidos da América e Portugal.O seu romance “O voo da guará vermelha” (Ed. Objetiva, 2005) foi publicado em Portugal, França e teve duas edições em Espanha (espanhol e catalão). Participa em várias coletâneas no Brasil, Argentina, Itália, França, Estados Unidos da América e Portugal. Ganhou um Jabuti em 2009, Categoria Infantil, com a obra “No risco do caracol” (Ed. Autêntica, 2008) e, em 2013, na Categoria Juvenil, outro Jabuti com o romance “Ouro dentro da cabeça” (Ed. Autêntica, 2012). Os Jabutis para Melhor Romance e Livro do Ano de Ficção chegaram em 2015, pelo seu romance “Quarenta Dias” (Ed. Alfaguara, 2014). O seu último romance “Outros Cantos” (Ed. Alfaguara, 2016) valeram-lhe o Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2017), o Prêmio São Paulo de Literatura e o terceiro lugar no Prêmio Jabuti 2017 
 
Terezinha Pereira, mediadora de Ler para Tecer AEA-MG, nasceu em Pará de Minas/MG, em 1948. Aposentou-se pela Caixa em 1995. É graduada em Letras pela UFMG; mediadora de um clube de leitura de literatura escrita por mulheres, Ler para Tecer, em Pará de Minas, desde 2017; coordenadora e leitora de contos do grupo Contoadas – ouvir para contar no Centro Estadual de Educação Continuada- Cesec Dona Afonsina, em Pará de Minas, com reuniões semanais no período de maio de 2017 a março de 2020 (atividades interrompidas devido a pandemia). Autora de romances e de livros de contos, com sete livros publicados.  Organizadora de livros relacionados a literatura. Desde sempre, tem um caso com as palavras, com as quais tem calma ou tumultuosa convivência. Acredita que, nalgum tempo, publicará seu livro preferido. Por isso, escreve. Sua ambição maior? Ter uma vida longa e uma morte breve. Conceito ouvido por aí e incorporado a seu pensar.  
 
 A AEAMG parabeniza os participantes pelo interesse em participar do projeto "Ler para Tecer" e deseja que estes momentos de leitura bem como os encontros de discussão sejam bastante proveitosos.

AEAMG

 

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Last modified on Segunda, 20 Setembro 2021 18:32